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Guia Qualidade de Leads

Tráfego ruim ou atendimento ruim? Como descobrir onde seus leads estão travando

O cliente diz que os leads são ruins, o marketing diz que a campanha está boa. Veja como investigar onde os leads estão travando antes de mexer na mídia.

Ricardo Pasquino · Co-Founder 5 min de leitura
Neste artigo
  1. A frase “os leads estão ruins” não é um diagnóstico
  2. O erro comum: abrir o Gerenciador e mexer em alguma coisa
  3. Passo 1: veja se o problema está concentrado em uma origem
  4. Passo 2: olhe o que aconteceu na conversa
  5. Passo 3: descubra onde os leads estão parando
  6. Passo 4: volte para a mídia com contexto
  7. Exemplo: o comercial dizia que os leads estavam desqualificados
  8. Como a Leaper ajuda nessa investigação
  9. Checklist antes de mexer na campanha
  10. Em resumo
Resposta rápida

Se marketing diz que as campanhas estão funcionando e o comercial diz que os leads são ruins, não comece tentando escolher quem está certo.

Primeiro descubra onde os leads estão parando.

A análise precisa conectar quatro coisas:

origem do leadqualidadeatendimentoavanço no funil

Só então faz sentido decidir se a próxima ação está na mídia, no comercial ou em mais de uma etapa.

A frase “os leads estão ruins” não é um diagnóstico

Ela descreve uma percepção.

Pode significar:

  • pouco volume;
  • muita gente sem perfil;
  • leads com perfil, mas baixa intenção;
  • demora no primeiro atendimento;
  • conversa mal conduzida;
  • falta de follow-up;
  • problema de oferta;
  • dificuldade em uma etapa específica do funil.

Se tudo isso recebe o mesmo nome — “lead ruim” — o gestor fica sem saber o que precisa mudar.

O erro comum: abrir o Gerenciador e mexer em alguma coisa

A sequência costuma ser previsível.

O cliente reclama.

O gestor abre Meta ou Google.

Olha:

  • CPL;
  • CTR;
  • CPC;
  • campanha;
  • público;
  • criativo.

Depois tenta reagir:

  • troca anúncio;
  • muda público;
  • reduz verba;
  • aumenta verba em outra campanha;
  • pausa uma origem.

Só que ainda falta uma pergunta:

o problema apareceu antes ou depois que o lead chegou?

Se você não consegue responder isso, a otimização vira tentativa.

Passo 1: veja se o problema está concentrado em uma origem

Comece separando os leads por campanha, conjunto, anúncio ou outra origem disponível.

Pergunte:

  • qual origem concentra mais desqualificados?
  • quais campanhas trazem leads que avançam?
  • existe diferença relevante entre campanhas com CPL semelhante?
  • a reclamação vale para toda a aquisição ou apenas para uma parte?

Se uma única campanha concentra boa parte dos leads sem perfil, a investigação tende a apontar para aquisição.

Se os bons e maus resultados aparecem misturados em várias origens, vale continuar.

Passo 2: olhe o que aconteceu na conversa

Agora pare de olhar apenas a mídia.

Abra as conversas.

Procure sinais como:

Interesse do lead

  • pediu preço;
  • perguntou disponibilidade;
  • descreveu necessidade;
  • pediu proposta;
  • tentou agendar.

Qualidade do atendimento

  • tempo de primeira resposta;
  • resposta genérica;
  • falta de pergunta;
  • ausência de follow-up;
  • conversa encerrada cedo;
  • lead sem retorno.

Uma conversa isolada não prova uma tendência.

O objetivo é encontrar padrões.

Passo 3: descubra onde os leads estão parando

Olhe o funil.

Exemplo:

EtapaLeads
Chegaram120
Qualificados48
Oportunidades31
Propostas9
Vendas4

A pergunta muda conforme o ponto de queda.

Se poucos são qualificados, você precisa entender qualidade e origem.

Se muitos são qualificados, mas quase ninguém vira oportunidade, o problema pode estar depois da aquisição.

Se oportunidades avançam, mas poucas vendas acontecem, a investigação precisa continuar no processo comercial.

Passo 4: volte para a mídia com contexto

Agora a campanha deixa de ser analisada apenas por:

  • CPL;
  • volume;
  • CTR.

Você adiciona:

  • taxa de qualificação;
  • avanço;
  • venda;
  • comportamento nas conversas.

Esse contexto ajuda a evitar dois erros opostos:

Culpar o tráfego por tudo

Nem toda queda de venda nasce na aquisição.

Defender a mídia automaticamente

CPL bom não prova que os leads têm perfil.

A análise precisa ser feita com o caminho completo.

Exemplo: o comercial dizia que os leads estavam desqualificados

Em operações acompanhadas pela Leaper, já aconteceu de o comercial classificar contatos como ruins enquanto as conversas mostravam sinais claros de interesse.

Isso muda a discussão.

Em vez de:

“o comercial está errado”

a pergunta passa a ser:

por que um lead com sinais de interesse não avançou?

A partir daí, a conversa pode revelar atraso, abordagem fria, falta de continuidade ou outra falha de processo.

Esse tipo de evidência é muito mais útil do que trocar a campanha apenas porque alguém reclamou.

Como a Leaper ajuda nessa investigação

A Leaper conecta:

CampanhaLeadConversaFunilResultado

Você consegue:

  • ver quantos leads cada campanha realmente gerou;
  • acompanhar qualificados e desqualificados;
  • consultar as conversas com o comercial;
  • identificar onde os contatos estão parando;
  • comparar origens pelo que acontece depois.

A Leaper não precisa escolher automaticamente quem está “certo”.

Ela dá contexto para você investigar com menos suposição.

Como isso aparece na prática
Histórico de status com a justificativa da classificação automática, lida a partir da conversa.
Histórico de status com a justificativa da classificação automática, lida a partir da conversa.

Checklist antes de mexer na campanha

Antes de alterar criativo, público ou verba depois de uma reclamação, responda:

  • A reclamação vale para todos os leads?
  • Está concentrada em alguma campanha?
  • Qual percentual foi classificado como desqualificado?
  • Por que esses leads foram desqualificados?
  • Quanto tempo o comercial leva para responder?
  • Há leads interessados que não avançaram?
  • Existe uma etapa específica onde o funil trava?
  • As campanhas com melhor CPL também têm melhor qualidade?

Se você não consegue responder essas perguntas, ainda não tem informação suficiente para dizer onde está o problema.

Em resumo

“Lead ruim” pode ser uma reclamação real.

Mas ainda não é uma causa.

O melhor caminho é acompanhar o lead desde a origem, abrir o atendimento, observar o avanço e só depois decidir onde agir.

Entender primeiro costuma ser mais barato do que otimizar o lugar errado.

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Escrito por Ricardo Pasquino Co-Founder da Leaper